sábado, setembro 30, 2006

Artigo Segurança - A sombra dos "cyberpedófilos": Ajude seu filho a se proteger contra a rede mundial de pedofilia

A pornografia infantil é a sombra que paira sobre o dia-a-dia digital de crianças e adolescentes, revelando a existência de pessoas mal-intencionadas, os "cyberpedófilos", e da íntima relação que nossos filhos desenvolvem com os conteúdos proibidos, em grande parte expostos na Internet sem censura.

O Ibope/NetRacings constatou que, em fevereiro deste ano, 1,3 milhão de brasileiros de 6 a 11 anos acessaram a Internet. A média de permanência dessas crianças na Rede foi de 9 horas e 53 minutos. Adolescentes entre 12 e 17 anos, 2,4 milhões do total, permaneceram 38 horas e 17 minutos. Isso quer dizer que, enquanto você lê este artigo, milhares de jovens estão ligando o computador para jogar, trocar mensagens instantâneas, acessar fotoblogs e o Orkut, que abriga inúmeras comunidades pedófilas.

Em nossa cultura, a preferência sexual por crianças é considerada uma desordem psicológica. A prática da pedofilia é qualificada como crime de Internet e pode ser considerado um ataque de Engenharia Social. A escolha/aproximação de um alvo escolhido, a aclimatação e a conquista da confiança e o desenvolvimento da cumplicidade são algumas práticas características deste tipo de ataque. O perfil do pedófilo é de um sujeito que gosta de contar história, tem paciência e adora se tornar importante na vida das crianças, o que o torna muito perigoso. Tudo pode acontecer: desde a revelação de informações pessoais ao fornecimento de senha para receber uma foto que traz um programa executável que aciona a webcam, e que passará a captar imagens do adolescente na intimidade do seu quarto sem que ele perceba. Assim, o adolescente fica na mão do pedófilo, que passa utilizar de métodos de coação para atingir seus objetivos.

O repasse entre amigos, de imagens de sexo com crianças, é crime previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente com pena de até quatro anos de exclusão. Muitas crianças fazem uso do material para satisfazer sua curiosidade, sem saber que essa atitude apresenta riscos. O uso do anonimato dos internautas e a velocidade das informações maximizam esses riscos e transformam a Internet em um paraíso da pedofilia. As leis de crimes da Internet ainda são brandas e parece que a sombra da impunidade paira sobre os atos praticados pelos inúmeros "cyberpedófílos". Como não há lei que obrigue provedores a abrir o cadastro de clientes, os policiais federais que investigam casos de pedofilias afirmam que procurar um pedófilo na Internet é como procurar agulha no palheiro. A identificação de um computador na Rede é difícil, pois pode mudar no momento em que o computador é ligado.

É importante que os pais tenham ciência de que a pornografia infantil e os pedófilos existem e, assim, deverão ser tratados sem preconceito. Enxergar que a Internet está vulnerável a estas ameaças, e seus filhos aos riscos, também faz parte desse processo e os pais devem participar ativamente da orientação dessas crianças. "Os pais não devem escandalizar nem adotar punições", adverte Oswaldo Rodrigues Jr., presidente da Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana. Os adolescentes são ágeis para lidar com a informática e, quando privados de navegarem por conteúdos proibidos, acabam por despertar ainda mais suas curiosidades e são capazes de burlar filtros ou proteções implantadas, ou passam a usar o computador de amigos.

Existem muitos sites que buscam auxiliar os pais na proteção de seus filhos contra essas ameaças. Cartilhas com orientações sobre segurança da computação e ética somadas às práticas como: deixar a webcam virada para a parede, instalar o computador em área da casa onde a família circule e ainda observar com quem as crianças conversam online podem ser ferramentas poderosas no combate à pedofilia. A conscientização e orientação continuam sendo as melhores condutas na utilização dos recursos e informações disponíveis na rede mundial de computadores.

Artigo Responsabilidade Legal na Era Digital

Qual o nível de responsabilidade legal dos usuários de internet na era digital? Como usar a internet de forma ética, legal e segura? Novas tendências proporcionadas pela evolução tecnológica estão modificando os valores e comportamentos da sociedade atual. E para acompanhar as mudanças sociais, novos conceitos jurídicos estão sendo incorporados às legislações do país evoluindo o campo de atuação do Direito.

Estamos vivendo a era da Revolução Digital, onde a maior riqueza da sociedade é o Conhecimento. A substituição e a potencialização das funções humanas de decisão, comunicação e informações por computadores vem modificando a concepção do que a informação significa no dia-a-dia de cada pessoa. Somos dependentes da informação e, por conseguinte, estamos dependentes do uso da tecnologia para sua manipulação e armazenamento.

A tecnologia está na mão do usuário, ou seja, a má conduta no uso destas tecnologias é passível de aplicação das leis vigentes no país. A internet, hoje, é o meio de comunicação com maior vulnerabilidade sobre ativos intangíveis como, por exemplo, a reputação e a imagem de uma pessoa ou de uma instituição. Sendo assim, o conceito de que "... mas todo mundo faz..." não garante impunidade às atitudes ilícitas na conduta digital. As más condutas no mundo digital, quando tipificadas, podem receber a aplicação de leis vigentes para penalizar usuários quando identificados.

No cenário atual, a internet é apenas mais uma mídia, bem como o telefone celular, o cinema digital, a TV interativa. O que fazemos em um ambiente eletrônico gera eletronicamente um retrato do que somos. Esta transformação jurídico-social e econômica da sociedade está sendo acompanhada pelo surgimento do Direito Digital, conjunto de princípios fundamentais e instrumentos jurídicos que atendam esta nova realidade estão sendo revistos, a fim de amparar pessoas e instituições que vivem problemas de plágio, pirataria, uso indevido de recursos, engenharia social e até roubo de informações.

A informação e orientação por meio de normas e regras claras de boa conduta na utilização dos recursos de tecnologia auxiliaram a todos nós, usuários de informática, a compreender essas mudanças que vêm ocorrendo na vida digital pessoal e profissional, bem como da essência do esforço da Segurança da Informação na preservação de responsabilidades e proteção de reputação do fator humano.

Introdução

Segurança da informação é intrínseca ao ser humano.
Buscando conhecimento sobre o assunto percebo que o fator humano é o elo mais fraco desta corrente.
Por isso, estou criando este blog. Para passar e receber colaborações, além de
disseminar este assunto que é inerente a cada um de nós.